Como melhorar a sua Landing Page em 2022

Pessoa a navegar numa landing page.

Se vende um produto ou serviço no meio digital, ou está mais ou menos por dentro do marketing digital, já terá chegado aos seus ouvidos o termo: Landing Page.  

É cada mais comum na internet e são inúmeras as empresas que as utilizam nas suas campanhas, como página de entrada, em vez dos websites ou lojas online convencionais.  

O único motivo pelo qual não iremos aprofundar as razões para utilizar uma Landing Page é pelo facto de existirem várias.  

(Tantas, que daria origem a um novo artigo)  

Mas antes que fique com curiosidade e que perca a sua atenção, dizemos-lhe uma grande vantagem em utilizar uma Landing Page:  

A partir do momento em que o seu potencial cliente a visite ele estará, por um curto período de tempo, focado apenas no seu produto/serviço.  

Já pensou bem no potencial desta oportunidade?  

Num mundo marcado por estímulos constantes (através de notificações, anúncios, pop-ups, publicações), cada vez mais acelerado e onde é difícil manter a concentração, terá a atenção do seu potencial cliente só para aquilo que está a vender. Ele não terá mais nada no ecrã. Por momentos, a sua oferta será a estrela. 

É, por este motivo e não só, muito importante conseguir aproveitar esta oportunidade da melhor maneira e esta é a razão pela qual partilhamos consigo formas de otimizar a sua Landing Page e conseguir captar o máximo de interesse do seu potencial cliente.  

Capítulo 1: A Oferta

 

Comecemos pelo início. É verdade que o seu produto/serviço terá um momento de ouro com a máxima atenção. É igualmente verdade que esse momento é extremamente curto e da mesma forma que o seu potencial cliente entrou pode perfeitamente sair.  

Segundo a Microsoft, na era digital, o ser humano demora em média 8 segundos a perder a atenção. 8 segundos. Este é o tempo que tem para conseguir captar o interesse do seu potencial cliente. 

Por este motivo, a sua otimização deve focar-se em responder à seguinte questão:  

Estou, em 8 segundos, a comunicar a minha oferta corretamente?  

Quando falamos em oferta, não falamos em produto, não falamos em serviço, não falamos em preço. Falamos, essencialmente, no valor que o seu produto é capaz de agregar ao cliente. Se, por exemplo, dá explicações de inglês, a sua oferta não deverá ser: ‘Explicações de Inglês”.  

Isto não é o valor que vai agregar ao cliente, isto é apenas uma descrição sucinta do serviço que está a prestar. Uma oferta que agrega valor seria: ‘Abre as portas do teu futuro com explicações de inglês’.  

É importante que o seu potencial cliente entenda os benefícios que irá ter ao fazer negócio consigo.   

Print da Homepage da monday.com

Vejamos o exemplo da Monday, um software de gestão de projetos e tarefas: 

O que nos salta à vista nos primeiros 8 segundos são um título e um subtítulo que se complementam. O título, muito visível, e que faz a “promessa” e o subtítulo, com a necessária clareza sobre de que se trata a Oferta. 

Na Monday, eles não vendem um software de gestão de tarefas. Eles vendem um software “possibilitador”, que melhora o trabalho das pessoas, num único lugar.  

Outro aspeto importante na comunicação da oferta, é a disposição do texto e das imagens. Faça com que: 

  1. A sua oferta esteja visível ao ponto de ser a primeira coisa a ser vista; 
  1. A sua oferta esteja visível ao ponto de ser a primeira coisa a ser vista; 
  1. A sua oferta esteja visível ao ponto de ser a primeira coisa a ser vista; 
  1. A sua oferta esteja visível ao ponto de ser a primeira coisa a ser vista; 

Deixamos um exemplo daquilo que tentamos com nosso website. 

Print da Homepage do oprocesso.pt

Nós somos uma empresa de marketing digital e tentamos com o título e subtítulo mostrar que o nosso serviço não é fazer anúncios, mas sim crescer resultados.  

A imagem, tenta reforçar esse posicionamento ilustrando um gráfico a crescer.   

Capítulo 2: Manter o foco no produto/serviço 

Uma vez otimizada a captação de atenção do cliente, está na hora de otimizarmos a forma como iremos manter esse interesse vivo.  

Para isto, o nosso primeiro conselho é: Diminua os pontos de fuga. De preferência elimine-os completamente. 

O que são pontos de fuga? 

São botões, links ou outros elementos que quando clicados levam o potencial cliente para fora da Landing Page. 

E porque é que isto é importante? 

Porque nós não queremos que as pessoas saiam da Lading Page. Afinal de contas, criamos uma Landing Page propositadamente para aumentarmos as possibilidades de conversão. 

O segundo conselho neste capítulo é: Facilite a leitura e o foco não só na quando mostra a sua oferta, mas ao longo da sua Landing Page. 

Já ouviu falar do Padrão F, estudado pelo cientista Jakob Nielsen?  

Este padrão é famoso por ser a forma como as pessoas tem tendência a ler a websites. E não se chama F por acaso. Se repararmos na Letra F e a tentarmos associar ao caminho que os nossos olhos percorrem, podemos perceber que lemos, por norma, a primeira e segunda linha. Após isso, a tendência é ler na vertical e apenas as palavras iniciais de cada linha. 

Seguindo o estudo de Jakob Nielsen: o texto que tiver que escrever, escreva-o na vertical.  

No entanto, deixe-nos avisá-lo que este estudo já não é recente e, apesar de continuar bastante em voga, existem outros padrões de leitura na web mais recentes que merecem ser mencionados, como por exemplo o Layer Cake Pattern. 

O Layer Cake Pattern diz-nos que os utilizadores têm tendência, não a seguir uma leitura na vertical, mas ao longo de todo o ecrã em busca de palavras que lhe chamem à atenção.  

Contudo, segundo este padrão, isto apenas é possível se a Landing Page estiver muito bem estruturada e se for possível distinguir perfeitamente títulos de subtítulos de um determinado texto (títulos com um tamanho de letra maior e mais forte e subtítulos com um tamanho de letra menor). 

Na imagem seguinte, graças ao artigo da uxdesign, podemos ver uma comparação entre os dois tipos de padrões de leitura. 

O que aconselhamos é que:  

  1. Teste os dois padrões; 
  1. Defina o que se adapta melhor à sua oferta;  
  1. Estruture texto de forma objetiva e compacta; 
  1. Vá direto ao assunto; 
  1. Facilite a leitura ao utilizador 

Capítulo 3: Utilizar Heatmaps 

Se ficou no capítulo anterior a pensar como iria medir o sucesso dos padrões de leitura da sua Landing Page, a resposta é: Heatmaps. 

O que são Heatmaps? 

São relatórios em formato de mapas de calor que lhe permitem perceber como é que os seus utilizadores interagiram com a sua Landing Page. 

Essa é uma das principais vantagens do marketing digital relativamente ao marketing tradicional. O nível de dados que obtemos é muito superior e com melhor qualidade. 

Uma plataforma onde pode fazer esta prática é no Hotjar. Aqui fica o exemplo de um relatório retirado diretamente do site da plataforma: 

Print do relatório retirado diretamente do site da plataforma hotjar.

Nas zonas mais encarnadas verificamos uma maior interação, enquanto nas zonas azuis existem cliques, mas em menos quantidade. 

Com esta prática já consegue ter uma noção do comportamento do utilizador na sua Landing Page. Consegue ainda perceber o que está a resultar e o que está a ser completamente ignorado. A plataforma conta com uma versão gratuita (com algumas limitações), por isso não tenha receio em experimentar. 

Capítulo 4: Testes A/B 

A palavra-chave do marketing digital é testar.  

Teste a cor dos botões, teste os copys, teste a forma do botão CTA, teste a sua Oferta! Em suma…Teste. 

Note que deve ter cuidado em fazer uma mudança de cada vez para poder isolar as variáveis que são responsáveis pela melhoria ou descida de resultados. Se mudar duas ou três ao mesmo tempo, vai ficar sem saber qual é que foi a responsável pelo desempenho. 

Tenha ainda em mente que pelo princípio de Pareto, 80% dos resultados são provenientes de 20% do esforço. Não entre na loucura de mudar até o mais pequeno detalhe. Construa uma lógica por trás daquilo que efetivamente vale a pena testar.  

Se tiver uma lista de 10 possibilidades, faça o teste dos 2 elementos que podem ter mais impacto no desempenho da Landing Page. Estes elementos podem ser o copy da oferta ou o copy dos botões CTA.  

Claro que às vezes temos surpresas, mas comece pelos elementos com maior potencial 1º. 

Teste diferentes gatilhos mentais nos seus copys: 

  • Teste tocar na dor do cliente; 
  • Teste impor um sentimento de urgência; 
  • Teste transmitir sentimento de exclusividade. 

Acima de tudo não pare de testar. 

Capítulo 5: Prova social 

Não encerramos o capítulo anterior a falar de gatilhos mentais por acaso. Apesar de ter a oportunidade de testar todos os gatilhos mentais que conhecer, há um que não pode faltar na sua Landing Page. O gatilho mental da Prova Social. 

O ser humano, por norma, quando não sabe o que fazer ou não conhece algum produto/serviço, tem tendência a confiar naquilo que os outros pensam.  

É biológico, é inconsciente e é natural.  

É, por esta razão, muito importante ter comentários positivos acerca do seu produto/serviço na sua Landing Page. Retire das suas publicações do Facebook, dos e-mails com feedback positivo ou até de mensagens do whatsapp, mas ilustre esse feedback positivo de pessoas reais na sua Landing Page. As pessoas só vão comprar aquilo em que confiam. 

Capítulo 6: O momento da conversão 

A primeira questão que se impõe é: O seu potencial cliente sabe onde converter? O seu potencial cliente tem que andar à procura do formulário ou do botão de conversão? 

Mantenha o botão CTA sempre visível em qualquer ecrã que esteja. Sempre. 

Deixamos-lhe o ótimo exemplo do Clickfunnels: 

Consegue dizer-me o que estas 3 imagens têm em comum?  

Se respondeu “Botão”, acabou de ganhar ainda mais o nosso respeito (já o tinha por ter chegado a esta parte do artigo).  

Não importa a informação que estamos a ver no momento. Não importa qual é o benefício que esta Landing Page está a transmitir-nos. Em todos os momentos, se decidirmos experimentar o produto, sabemos onde clicar. Está logo ali, em frente aos nossos olhos.  

Se o seu potencial cliente decidir tornar-se cliente, ele também deverá saber exatamente onde clicar. Não deverá nunca ter que pensar onde ficava o botão que viu no início.  

A sua Landing Page deve tornar sempre fácil o seu potencial cliente converter. 

Outro conselho que partilhamos consigo: meça o compromisso que o seu serviço exige para o cliente.  

Se o seu produto não é uma compra de impulso, como por exemplo um software de gestão, tente oferecer algo em troca.  

Utilizando ainda o exemplo da Clickfunnels. Eles entendem que teriam muito poucas subscrições para o seu produto caso tivessem como única opção a compra direta. Para contornar isto eles oferecem, em troca do registo, 14 dias de experiência gratuita sem qualquer compromisso.  

A sua Landing Page já oferece alguma coisa em troca do e-mail?  

É tudo uma questão de medir o compromisso. Só deve pedir na mesma medida que está a oferecer. Quanto mais sensíveis forem os dados que pedir, mais valor deverá dar em troca.  

Uma curiosidade que partilhamos consigo é ainda outro exemplo do Clickfunnels: 

No momento da conversão, no momento em que nos comprometemos a experimentar o produto, eles colocam prova social para nos darem segurança nessa confirmação. 

Capítulo 7: Não descarte o SEO 

Antes de avançar neste capítulo reflita o propósito da sua Landing Page. É algo que será utilizado uma vez ou é algo sazonal que provavelmente até pode repetir-se no futuro? 

Se for algo temporário e que não se vai repetir, apenas temos um conselho para si: Tenha em atenção o uso de dispositivos móveis. Em 2022 é sabido que grande parte das pesquisas feitas na internet são com um dispositivo desta categoria.  

Por este motivo, teste a sua Landing Page num telemóvel, verifique se tudo está corretamente formatado e se a velocidade é satisfatória. 

Se for algo que se vai repetir, não descure destas práticas: 

  1. Verifique se está pronta para dispositivos móveis; 
  1. Faça um URL com sentido; 
  1. Preencha a meta description (Pequeno fragmento de código HTML que resume o assunto da página); 
  1. Preencha o alt text das imagens corretamente (descrição dos elementos visuais das imagens, preenchidos no código HTML). 

Capítulo Bónus: Para quem faz anúncios em Google Ads 

Se está a fazer anúncios de pesquisa em Google Ads (se não está deveria) e se a sua página de destino é uma Landing Page tenha em consideração que a Experiência na Página de Destino é uma das 3 variáveis que influenciam o Índice de Qualidade dos seus anúncios.  

De forma a tornar a sua Landing Page mais relevante tente inserir as palavras-chave que tem nos seus anúncios. Esta boa prática irá potenciar o seu Índice de qualidade e irá ajudá-lo a conquistar uma posição mais alta nos leilões. É uma das melhores formas de melhorar as suas campanhas no marketing digital.  

Gostaria de saber como podemos ajudar a sua empresa? Deixe-nos uma mensagem e nós entramos em contacto.

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